Localização
R. F 104 Recanto do Vale, Casa Branca, Brumadinho MG 35460-000BR
Blog

Restaurante Abóbora: Entrevista com a chef Carmelita Chaves

O restaurante Abóbora está localizado em Casa Branca, bairro de Brumadinho, há apenas 25km de Belo Horizonte e 26km do Instituto Inhotim em um lugarejo coberto pelas brumas e cercado pelas serras do Rola Moça e da Moeda. O Abóboras fica no campo, a beira de um bucólico riacho, com redes à sombra das árvores, muita comida boa, caipis com especiarias exóticas, cerveja artesanal exclusiva e ótimo atendimento.

A comida oferecida em buffet no fogão e em panelas de pedra – é de dar água na boca. Uma variação de mais de 50 opções de pratos, entre saladas, petiscos, feijoada, comida mineira, contemporânea, vegetariana e doces caseiros, tudo isto harmonizado com chope artesal, cervejas no ponto, uma boa carta de vinhos e, principalmente, pelas famosas caipis do publicitário e também bar tender Tunico – uma verdadeira alquimia de aromas e sabores.

Convidamos a chef Carmelita Chaves para compartilhar com a gente um pouquinho da sua história e claro nos contar mais sobre as delícias de seu restaurante. Reserve sua pousada em Casa Branca  ou Brumadinho e visite o Restaurante Abóbora!

Pousadinhas: Como você se iniciou no mundo da gastronomia, quais as suas inspirações?

Carmelita Chaves: Sempre recebemos muitos amigos em nossa casa de campo que fica em Casa Branca e sempre gostei muito de cozinhar. O comentário final a cada refeição era “você devia abrir um restaurante”. E parece que a profecia tinha que acontecer, apesar de nunca ter pensado seriamente nessa possibilidade.

Gosto muito de criar ou reinventar pratos e um lugar no campo é bastante inspirador. A proposta inicial do restaurante era comida mineira, quando assumi o restaurante sozinha incluí a comida vegetariana em nosso cardápio e Buffet. Casa Branca concentra-se muitos grupos esotéricos: templos budistas, yoga, xamanismo e outros, juntando com o fato de ter uma grande experiência com comida vegetariana, pois sou casada com um vegetariano há 27 anos.

P: O que te motivou a abrir seu restaurante e porque a escolha por Casa Branca?

C: Já tínhamos nossa propriedade em Casa Branca há 27 anos. Acabou que entrei no negócio por uma questão de oportunidade, pois um amigo veio nos visitar e se encantou com a região, como ele já tinha sido proprietário de pousada e restaurante e me propôs o negócio acreditei que tocaria o restaurante, pois eu não tinha nenhuma experiência na área e estava muito voltada para a literatura, escrevendo o meu terceiro livro e não queria sair do meu foco. Mas, como não sei fazer nada pelas metades procurei fazer cursos na área de gastronomia e me especializar para entender bem os processos. Acabou que este sócio saiu e eu fiquei com o desafio de levar o negócio a frente, com a ajuda de meu marido Tunico, que além de ser publicitário e professor universitário, nos fins de semana atua como relações públicas do Abóbora e é Bar Tender já bastante reconhecido, inclusive com prêmios. Ainda tem nossa filha Ângela que me ajuda na administração do restaurante. Assim, em família tudo fica mais fácil.

P: Como surgiu o nome Abóbora? Em seu buffet há pratos e sobremesas inspirados especificamente neste ingrediente?

C: O Abóbora foi o precursor da gastronomia na região. Aberto em 1994, funcionou por 8 anos, foi fechado por mais 8 anos em 2010 alugamos o local e mantivemos o nome que sempre foi referência em Casa Branca.

Reserve sua pousada em Casa Branca  ou Brumadinho e visite o Restaurante Abóbora!

Em função do nome e também por ser um legume muito utilizado na cozinha mineira, oferecemos em nosso Buffet vários pratos com o fruto da aboboreira, como carpaccio de abobrinha marinado no balsâmico, nhoque de abóbora, abóbora gratinada e recheada com requeijão, doce de abóbora com coco e outras variações.

P: Há algum prato especial que nunca pode faltar no seu Buffet/Cardápio?

C: Temos vários. Os principais, criados por mim, são: Trem Mineiro, premiado pelo Festival Cachaça Gourmet, um prato extremamente harmonioso, com ingredientes básicos da comida mineira, angu, linguiça, cebola, couve frita e cachaça; Tropeiro Vegetariano; o Jabá Aquió – abóbora, carne de sol e requeijão, Costelinha marinada na goiabada e o nosso torresmo de barriga que compõe vários pratos.

P: Como é a relação do Abóbora com os pequenos produtores locais? Você utiliza ingredientes regionais na sua gastronomia?

C: Utilizamos vários produtos da região que é cercado com muitas hortas de quintal e até de grandes produtores de hortaliças que abastecem o Ceasa. Temos um fornecedor excelente de linguiça e de carnes defumadas que utilizamos em nossa feijoada. A cachaça é um dos destaques da produção do município, usamos uma de alta qualidade produzida na região que faz parte da Rota da Cachaça.

P: O que não entra na sua cozinha e o que não pode faltar?

C: Não entra na minha cozinha cozinheiro arrogante e desleixado. Não pode faltar organização, dedicação, prazer em cozinhar e, é claro, alho.

P: Como são feita as Caipis? E porque são tão famosas?

C: As Caipis do Abóbora são feitas com frutas, ervas e especiarias. É uma alquimia de sabores. Feitas uma a uma com muita dedicação. O Tunico faz questão de levar até a mesa do cliente.

P: A cerveja artesanal exclusiva servida no Abóbora é outro diferencial pelo qual o restaurante é conhecido. Conte um pouquinho sobre como surgiu essa ideia e onde ela é produzida.

C: Um alemão que reside em Casa Branca fabricava essa cerveja para consumo próprio, frequentando o restaurante nos ofereceu para fornecer o produto por um tempo experimental. O sucesso foi tão grande que ele passou a produzir uma quantidade maior, apenas para nos atender.

A receita foi vencedora no campeonato da Shneider Weisse, Alemanha, 2010. Ela é suave, refrescante, levemente cítrica, aromas leves dos cereais especiais.

P: Casa Branca é um lugar de natureza abundante e maravilhosa. Como o Abóbora se integra a este clima bucólico? Houve esta preocupação na concepção do restaurante?

C: O Abóbora se integra perfeitamente a esse ambiente completamente salutar, com muita natureza ao redor, redes debaixo de árvores, riacho. Na reabertura do restaurante, tivemos todo o tipo de cuidado para preservar essa natureza e o sossego do local. Prova de que conseguimos isso é que ele fica a beira do riacho Casa Branca, onde foi redescoberta uma espécie de borboleta que estava desaparecida há mais de 40 anos a Parides Buchellanus – é uma criatura muito delicada que não suporta perturbações em seu meio ambiente – e ela sobrevoa toda área externa e interna do restaurante.

P: Para finalizar, dê algumas dicas para nossos leitores sobre como aproveitar um dia perfeito em Casa Branca!

C: Passear, fazer caminhadas pela montanha, conhecer cachoeiras, praticar arvorismo, sentar na pracinha e ouvir os causos da gente da terra, saborear um bolinho de feijão do Seu Zé, ou uma quitanda da Ângela nas suas barriquinhas e, principalmente, comer bem. A gastronomia de Casa Branca é um convite ao paladar.

Anfitriã, todos os anos, de dois Festivais de Gastronomia, Casa Branca, que faz parte da Estrada Real, concentra muitas pousadas e os melhores restaurantes da região. Cada um com sua característica peculiar, como é o caso do Abóbora.

Agradecemos a chef Carmelita por compartilhar em nosso blog um pedacinho de sua história.

Reserve sua pousada em Casa Branca  ou Brumadinho e visite o Restaurante Abóbora!

Carmelita Chaves é escritora, publicitária e restaurateur.

Contato para reservas: (31)3575-3183 / (31)8454-5034 / restauranteabobora@gmail.com

Foto: arquivo pessoal da chef Carmelita Chaves

Acrescente seu comentário...